domingo, 6 de dezembro de 2009

Hoje falta um mês para eu voltar para o Brasil.
Sim, passou rápido demais.
Um mês cheio de incertezas pela frente, já que muita coisa das viagens de final de ano precisam ser acertadas para ontem. Coisas burocráticas acadêmicas para serem acertadas. Ter que pagar para ficar dois dias a mais nos dormitórios - em outro, ou seja, tenho 2 mudanças pela frente; arrrumar outra mala para não ultrapassar o limite, arrumar alguém que não se importe de me levar pra comprar uma mala nova; não surtar com o tempo livre oscioso até dia 18 e a grana curta; não cometer o genocído das pessoas que estão me irritando; tentar consciliar o fundo de amarguras em meio a lembranças tão boas; e por aí vai...
E por aí vai.
Voltar pra me formar e ficar por tempo indeterminado na casa dos meus pais, no pesadelo Lynchiano chamado Aguaí. Ouvindo os parentes fazendo as perguntas sádicas, repetitivas e intermináveis sobre "o que você vai fazer da vida agora?" - fora os conselhos. Voltar e não-voltar pra MINHA casa, fedendo a cigarro e fritura por todos os pequenos cantos, com os meus horários e regras e liberdades e as paredes desenhadas e rabiscadas. Voltar e não-voltar para as pessoas com quem eu cresci tanto nos últimos quatro anos. Eu dependo muito dessas amizades.
Tentar não engordar mais.
Tentar não beber demais.
Tentar não fumar demais.
Tentar não me preocupar demais.
Tentar não escrever menos.
Tentar voltar e me fincar num só lugar por alguns bons anos, pois não aguento mais dar guinadas e recomeços na minha vida, jogando tudo que eu construí fora. E porquê essas mudanças sempre chegam quando estou me acostumando à tudo, e não quando eu realmente preciso? Sim, essa é a prova de que Deus existe - porque tem que ter alguém apontando o dedo pra mim e dando muita risada, em algum lugar.
Tem que ter.
Um mês pela frente. Estou com muitas saudades de casa, da família, dos amigos e tudo mais. Mas também não quero ir embora daqui. Mas também não quero ficar aqui. Mas também não quero ir embroa para casa. Mas também eu nem sei mais onde é a minha casa. Mas também...
Mas também.
Pára mundo que eu preciso descer. Sério, 15 minutinhos, tempo de uma mijada, um cigarro e um café.

5 comentários:

Nadia disse...

Sabe que no fundo eu tõ feliz que você volta.
Quero MUITO matar a saudade sabia.
Vamo pro Portuga?

Te amo.

Marília disse...

Bonaldi!
Achei muito engracado ler seu post, pq ouvi isso que vc disse ontem! E' quando temos que abrir mao (ou nos sao levadas) as coisas boas que e' mais difcil retomar e recomecar. E' facil abandonar maus habitos - porque eles nao sao bons anyway - mas e' dificil deixar algo bom pra tras... pra encontrar algo melhor a frente!

A vida sempre reserva algo melhor a frente. Nao se preocupe! Enjoy the ride, and be happy!
:)
Espero que tenha valido a pena essa temporada aqui pra vc! Pra mim valeu demais!!! :)

kisses
Marilia

Elis disse...

To numa fase muito parecida. Não quero ir nem quero ficar. Voltar pra casa é impossível porque a casa não existe mais do jeito que era antes e todos os restinhos dela vão ter uma nostalgia que não tinham antes.
Uma bosta, honey. É a vida acontecendo com a gente enquanto a gente faz planos, ou no meu caso planeja tentar não fazer planos por um anos só. Whatever.

dragaoregi disse...

ANA DISSE... NÃO FIQUE TRISTE POR VC VOLTAR AS SUAS ORIGENS ,ENFIM TODOS NÓSVOLTAMOS, MESMO QUE SEJA POR UM BREVE MOMENTO,SÓ PARA TERMOS CERTEZAS QUE TUDO VALE A PENA. vOCE É ESPECIAL, UM SER ILUMINADO, ESTÁ VIVENDO UMA FASE ESPECIAL, CURTA COM PRAZER,SÁO MOMENTOS QUE COM CERTEZA FICARÃO MARCADOS PARA SEMPRE,VC ESTÁ VOLTANDO PARA UM RECOMEÇO DE UMA NOVA FASE EM SUA VIDA. bEIJOS TE AMO MUITO NÁO FIQUE TRISTE... ATÉ

Jullia A. disse...

Ó caro Bonis, já dizia um amigo meu: A vida é ordinária e complexa.
Eu tenho uma teoria:
A vida é que nem uma árvore. Não importa que lado do galho sempre vai ter folhas. Uns galhos mais polpudos, outros mais magrelos, mas sempre com folhas.
entenda como quiser. ;D Beijos
2011 portuga?