terça-feira, 27 de outubro de 2009

e vem vindo o HAlloween...



Evil Dead (conhecido no Brasil como “A morte do demônio") é um dos maiores e mais divertidos clássicos do “cinema trash-podreira-barato-divertido-para-se-ver-bêbado-com-os-amigos". Lançado em 1981 e dirigido por Sam Raimi (que hoje – olha só! – faz os filmes Homem-Aranha), o filme conta a história de cinco amigos que vão passar um fim de semana numa cabana abandonada numa floresta. Lá eles encontram uma gravação que evoca demônios tosqueiras e nojentos que vai matando um a um os amigos e a namorada de Ash, o "herói" da história - e um dos mais bacanas do cinema.
Muito sangue falso e nojeiras. Diversão certa que gerou milhares de fãs xiitas (inclusive esse que vos escreve).

PENSA NUM MUSICAL. PENSA EM SANGUE JORRANDO DE VERDADE NA PLATÉIA. Pois é, eu vi! Um grupo local reencenou “Evil Dead – the Musical”, sucesso off-broadway desde 2003 em Nova York. Setes galões de sangue falso jorraram nas primeiras fileiras - onde o povo ganhava capas de chuva, claro. Eu e uns amigos ficamos na sessão “cabaret”, onde se podia beber durante a peça (idéia genial). As canções eram à lá “Grease” e outros musicais famosos, com coreografia de passinhos e tudo mais, porém as letras eram sobre decapitação, demônios, e piadas sobre a cultura pop atual (sim, teve até um passinho de Moonwalker do nada). Enfim, a peça é um tesão pra quem é fã do gênero, engraçada, escachada e descaradamente trash!



Sim, PUMPKINS!
Fomos a uma plantação de abóboras numa excursão com o Centro Batista (é, pode rir) e depois à casa de um casal que gentilmente nos deu almoço e nos deixou brincar com as hortaliças laranja. A casa ficava num típico subúrbio americano longe da cidade grande, e eles eram o clichê encarnado do casal americano batista perfeitinho e condolente com os estudantes estrangeiros. Tá, posso estar parecendo mal-agradecido, mas era esse o tom deles para com o pessoal - absurdamente amáveis, até demais. Eu mesmo nem relei nas abóboras, afinal tinha um monte de gente pra ajudar e, vamos combinar, meus dotes de artista plástico são bem subdesenvolvidos. Figuei jogando frisbee e, por incrível que pareça, é um jogo legal e relativamente fácil! A foto é de uma das nossas abóboras (sim, é o Jack de “O estranho mundo de Jack").

terça-feira, 13 de outubro de 2009

CHICAGO !

ATENÇÃO: ÁLBUM ILUSTRADO VENDIDO SEPARADAMENTE NO ORKUT.


Chicago. Cidade dos ventos. Cidade do Al Capone.
Depois de uma frustrante tentativa de irmos para Washington como todos os outros grupos anteriores, resolvemos ir para Chicago. Eu, com pouca grana e com muito pouca vontade de conhecer a Cidade do Obama (desculpa, mas não sou lá fã de história e bláblablás do tipo....), já estava com vontade ir para a Cidade dos Ventos. Vi nisso a oportunidade perfeita para viajar sozinho experimentando pela primeira vez o CouchSurf, não pensei duas vezes e logo arrumei um lugar para ficar em Chicago. O resto do pessoal resolveu ir para lá depois que eu já tinha me ajeitado. Resultado: Eles ficaram em um albergue, pois não tinha mais lugar para eles ficarem comigo. Podem me chamar de chato, de individualista, metido ou qualquer coisa do gênero, mas me virar quase que inteiramente sozinho numa cidade daquelas foi uma das melhores e mais inspiradoras coisas que eu já fiz na minha vida.

CouchSurf: Site que reúne mochileiros de todo o mundo interessados em hospedar e serem hospedados de graça enquanto viajam. O objetivo, além de economizar, é fazer uma troca de experiências e de culturas, integrando as pessoas e fugindo das “atrações de turistas”, pois você acaba conhecendo um pouco de como as pessoas realmente vivem no local em questão. Pode soar perigoso receber ou dormir na casa de completos estranhos que se encontram pela net, mas a filosofia por trás disso é muito mais ampla: todos acreditam que ainda existem algumas pessoas interessantes e de bom coração no mundo. E eu conheci quatro delas em Chicago: Michael, Max, Kelly e Shelly. Ah, e Charles, o beagle de estimação deles.

1º Dia: Chego às 6:30, com 3 horas e meia de atraso. Ônibus aqui nos States é um lixo: é muito barato comprar ou alugar um carro, ou então ir de avião. Só pobre mesmo (ou turista...) é que arrisca. Num frio de mais ou menos 10 graus, abri meu guarda-chuva, me despedi de um grupo de alemães, Franceses e poloneses da facu que viajaram comigo e fui pedir informação para chegar à casa de Michael. Depois de um tempinho perdido, consegui encontrar a linha certa do metrô- uma das melhores invenções da História depois da roda e da cerveja, pois é fácil de se entender (no primeiro dia eu já sabia me virar de boa pela cidade) e relativamente barato. O Sistema de Chicago faz o de Sampa parecer de 1º mundo em matéria de limpeza e agilidade, mesmo operando 24 horas.
Michael e seus amigos vieram da Califórnia há 2 anos. Eles moram em um bairro meio boêmio, com muita influência mexicana - foi engraçado ser um brasileiro em Chicago, entrar nos restaurantes e conversar em espanhol com as atendentes. A globalização ainda vai foder minha cabeça. Michael é ator, assim como a Kelly; o Max é escritor de peças e a Kelly é bióloga (!). Eles moram ao lado de um teatro meio independente que mostra e toca de tudo, então o povo por ali, de noite, é muito diversificado - nos dias em que eu fiquei ali estava cheio de punks, góticos e coisas do gênero. Mas o mais legal é que eles tem uma espécie de casa de shows underground na casa deles: a Rough House. Você entra (a entrada é uma vitrine de loja abandonada !! Levei o maior susto quando cheguei, achando que tava no lugar errado) e dá de cara com um mini-andaime para a platéia, de frente para um espaço que serve como palco. Incrível. A noite terminou comigo conhecendo primeiro o Max (eu cheguei e ninguém me atendia, foi terrível!). Fomos ver a apresentação do Michael (uma performance de 15 minutos com influências de butô e terror) e indo tomar uma cerveja.

2º dia: Frio, muito frio e vento, que delícia! Com alguns mapinhas do Google que eu tinha imprimido antes de viajar, fui para o centro. Eu tinha todos os endereços de onde eu queria ir, mas simplesmente me deixei perder pelas ruas – eu e a máquina fotográfica. Conhecer uma cidade como Chicago é indescritível, e não somente seus cartões postais: Encontrei uma loja de LPs e CDs e outros produtos só de jazz, num beco meio fora de mão, uma atmosfera incrível. Outra loja foi a Reckless Records, um paraíso de Cds, LPs e dvds (a grande maioria usados) de boa qualidade. Passei horas nessas duas, além de uma só de quadrinhos mais perto do centro e numa livraria com um acervo de livros sobre cinema que me matou de raiva, pois eu já tinha gastado comprando uns dvds. Depois eu encontrei o local do 45º Festival Internacional de cinema de Chicago, e tive um orgasmo instantâneo - pra quem nunca foi nem na Mostra de São Paulo, estar num dos festivais mais tradicionais de cinema não é pouca merda. Logo no 1º dia vi dois filmes: “Singularidades de uma rapariga Loura", de Portugal, e "Give me your hand", da França. O dia acabou com uma festa teatral na casa da galera que me hospedou. Mini-apresentações teatrais regadas a cerveja e vinho, com um monte de gente legal e interessante. Tudo no melhor estilo mambembe - o povo ama mesmo teatro, e faz de tudo para se divertir e viver disso. Eu, para variar só um pouquinho, ajudei no bar! É o destino, só pode ser: independente do que eu farei da minha vida, vou morrer dono de algum buteco - "Bar do Bonis", "Biroska do Bonaldi" ou algo do tipo. Bem família.

3º dia: Depois de ir dormir as 6:00, acordei às 12:00 e fui para a rua. Era domingo, tinha acabado de acontecer uma maratona. Com uma certa ressaca e vendo o mundo em câmera lenta, fui tentar achar algum lugar bacana para comer, mas a maioria estava fechado. Acabei comendo no MacDonalds, e me dei conta de que desde que eu tinha chegado nos States, era a primeira vez que eu comia na Lanchonete do Palhaço. Ainda bem: o lanche aqui é barato, mas num chega aos pés do brasileiro, vai entender! Visitei o Art Institute of Chicago, um museu enorme e lindíssimo. Eu dei uma geral no local (na boa, esculturas e coisas antigas são lindas, mas num consigo ficar babando nem 1 minuto nelas...), e passei a maior parte do tempo na ala de arte moderna, e vi obras tanto de gente nova como obras de Picasso, Magritte, Dalí e Andy Warhol. No final da tarde finalmente encontrei o grupo de brasileiros, que estavam com uma amiga que eles conheceram no albergue, a Juliana. Depois do museu combinamos de ir no House of Blues, um lugar muito legal pra quem curte o estilo. A única coisa estranha foi que no segundo andar da casa estava tendo um show dos... Hanson !! Sim, as loirinhos do "Mmmbop"! Mas antes, eu a Juliana fomos conhecer o Navy Pier (o povo já tinha ido antes) e acabamos indo comer uma pizza. A noite acabou comigo, ela e o Teucle perdidos num pub irlandês até as 4:00 da manhã! Metrô 24 horas deveria ser prioridade em Sampa, juro mesmo.

4º dia: Antes de ir embora, dei uma última volta perdido pela cidade, e conheci de perto o Lago Michigan. Fui também no John Hancock Observatory - a segunda maior torre de Chicago. A primeira é o Sears Tower, mas o Observatoy além de ser de graça tem um barzinho no último andar! Nem gostei.... O que fechou minha experiência em Chicago com chave de ouro foi minha última ida ao Festival. Cheguei com a intenção de comprar ingressos de última hora (vendidos quando a sessão já começou, para os lugares das pessoas que não foram) para ver “Anticristo”, filme ultra polêmico do Lars Von Trier. Como o filmes já estava esgotado à duas semanas, eles não venderiam mais. Com o rabo entre as pernas, fui para a fila comprar uma camiseta e ingresso para algum outro filme. Do nada, uma santa me aparece oferecendo um ingresso pro "Anticristo", porque um amigo dela tinha desistido. "quanto, QUANTO!" eu gritei, e ela simplesmente me deu e falou "Feliz Natal! Divirta-se".
Não vou fazer uma crítica aqui, mas o filme é, com certeza, uma das manifestações artísticas do pensamento livre mais perturbadoras e líricas que eu já vi. Em outras palavras: FODA. E, de quebra, o ator Willem Dafoe estava presente, para receber o Hugo Awards pela carreira e para um bate-papo depois a exibição. Tive que sair no meio, senão perderia o busão.
Enfim, nem o fato da viagem de volta ter sido um inferno na terra por seis horas e meia e de eu ter perdido meu óculos me deixou pra baixo.
Mesmo quase sozinho o tempo inteiro, Chicago foi uma puta festa.

domingo, 4 de outubro de 2009

Fomos num bar de karaokê esses dias – karaokê mesmo, não videokê: Um palquinho onde as pessoas sobem e cantam seguindo a letra numa televisão. CLARO que eu tive que me meter a besta e solta essa maravilhosa e potente voz de barítono que eu tenho.
Não preciso nem dizer que foi uma catástrofe anunciada, um mico premeditado – POR QUÊ !?!? Nunca fiz isso no Brasil, precisava passar essa vergonha específica aqui!?
E como se o vexame em si não fosse suficiente, eu destruí uma das minhas músicas favoritas do Garbage, "Push it". Eu deveria ser preso.
E se eu estivesse bêbado, ainda ia ser divertido! Mas eu estava quase sóbrio.


Bed Ride

Tá, isso é estranho mesmo! Corrida de camas!
Só podia ser o povo das fraternidades mesmo!


video

"Esportes"

Beer pong



Tá, a foto é auto-explicativa. Beer pong é um jogo essencialmente americano, super comum em quase todas as festinhas. Joga-se em duplas, e o objetivo é acertar os copos dos adversários com uma bolinha de pingue-pongue. Bolinha dentro, você tem que beber a breja - ou vodka, whisky, etc... Como todo jogo envolvendo bebida, joga-se muito rápido - e fica-se bêbado muito rápido. É muito divertido!
Tem algumas outras regrinhas básicas, mas o essencial é isso.
Outro drinking game que os gringos jogam é a famosa Sueca, mas aqui eles não tem os joguinhos como o Vrum - que, pra falar a verdade, eu detesto.

Corn Hole



Esse jogo é bem tradicional daqui de Kentucky – é um “jogo de caipira”, pelo que me contaram as pessoas que são de fora do estado. Joga-se em duplas e o objetivo é lançar saquinhos cheio de milho dentro do buraco dessas tábuas (ver foto). Dependendo se cai dentro do buraco ou na tábua em si varia a pontuação (única parte que eu não entendi muito bem). Parece meio besta, mas acredite, é divertido! Dá uma certa dor no braço, já que eu sou um super atleta, mas enfim !!